NOGO | PROJECT-ROOM AND THINK-TANK FOR CONTEMPORARY ART AND ARCHITECTURE

03/04/2010




Vazio #3
Daniel Barroca

2006, dv pal, cor, stereo, 6' 45'' (loop)

O tempo do esvaziamento e o tempo do vazio porque é esse o tempo que pode fazer ver o futuro...
Como se o futuro fosse uma coisa que se carrega debaixo do braço durante a fuga. E é por isso que sei que depois de fugir com o que posso levar comigo, nunca mais poderei voltar aqui e nunca mais serei o mesmo e nunca mais saberei exactamente aquilo que fui porque nunca mais saberei como me lembrar do que fui e como fui e porque é que estou aqui, e é justamente isso que é estar aqui. Agora. É esse o tempo perdido. Todos os intrusos que foram cruzando a minha vida. Todos os rumores que me assaltam. Como se o presente fosse o que é porque é preciso compensar o passado que ficou esquecido, porque é preciso completar e unificar o que sempre ficou incompleto e fragmentado.


Texto do Artista, 2006.




02/04/2010




Fadomaso
Tiny Domingos
DVD Pal, cor, stereo, 60' 00" loop

PAIXÃO
'Fadomaso' integra-se num ciclo de trabalhos sobre o tema da construção identitária e dos estereótipos nacionais. O Fado é sem dúvida um dos elementos da cultura portuguesa mais «propagandeados» e um dos que melhor reflecte o olhar sobre nós próprios enquanto Povo - as tradições e as paisagens (históricas, físicas e emocionais) - e igualmente enquanto indivíduos singulares pelo seu carácter descritivo de sentimentos e inquietações. Nesta videoperformance, a «canção nacional» entra em colisão com o universo do sado-masoquismo. Assistimos a uma desconstrução que parte de uma reflexão conceptual - ambos os registos são veículos de expressão da Dor - e acaba com gritos e marcas corporais; numa abordagem pasoliniana na qual a violência é potenciada pela força da sugestão e pela sua oclusão propositada.

Será que os lamentos melancólicos, a expressão das «misérias da vida», da inexorabilidade da passagem do tempo e da impossibilidade de alterar o destino escondem um secreto fascínio pelos abismos da dor, uma irresistível atracção pela tragédia, uma tentação do pior?

O facto do dia marcado para a projecção de 'Fadomaso' coincidir com a Sexta-feira Santa, ou «Sexta-feira da Paixão», possibilita acrescentar a posteriori um terceiro grau de leitura. Segundo o Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, a palavra «paixão» remete para «o sofrimento e a humilhação que precederam a Morte de Jesus Cristo»; «o martírio que precedeu à morte de um santo»; «um sentimento muito intenso que se exprime pela obsessão em relação ao objecto de amor ou de desejo, impondo-se de forma exclusiva»; uma «grande dedicação ou entusiasmo por alguma coisa»; um «sentimento de angústia, de dor profunda, de tristeza ou cólera»; um «sentimento de indignação, de fúria ou cólera» e a «expressão de sensibilidade e emoção presentes numa obra de arte». 'Fadomaso', na sua exploração do confronto das dores física - o masoquismo - e a sentimental - o Fado - aparece como um enunciado do sofrimento humano com todas as suas contradições. Ou, numa acepção bíblica, como um enunciado da «Paixão».


Short Bio do Artista:
Tiny Domingos (1968)
Nascido em Orleães, França.
Reside em Berlim desde 1994
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa. Frequentou as aulas de Pintura e Estética da SNBA e de Estética e Filosofia da Linguagem na Univ. Nova de Lisboa e na FBAUL. Reside em Berlim desde 1994. Comissário de exposições e responsável da rosalux (the Berlin-based art office). Artista plástico representado nas colecções do Museu de Arte Contemporânea do Funchal e do Ministério da Juventude em Lisboa. Primeiro Prémio de Desenho e Pintura da Bienal do Montijo, 1989. 

Exposições individuais (selecção): Fadomaso, NOGO, Lisboa, 2010; Santa Claus versus Easterbunny, rosalux, Berlim, 2007; Le Coup de Bordeaux, Velha-a-Branca, Braga, 2006; The D. Juan of the Supermarket (Market study), rosalux, Berlim, 2005; Dub Night (com Christian von Steffelin), Duncker Club, Berlim, 2001.
Exposições colectivas (selecção): adhocity, Opshop, Chicago; "NICE TO SEE YOU MS. HOLLOW", Instituto Superior Politécnico de Viana do Castelo, 2010; Diaporama, Home Gallery, Chicago, 2009, Christmas Palm, Freies Museum, whiteconcepts, The Absence of Art, Berlim, 2009; Berliner Kunstsalon, Berlim, 2007; Lusolounge 25 de Abril, Berlim, 2007, Bienal do Porto Santo, Madeira, 2005, "Comunicar", Galeria Elemento, Porto, 2005; Mostra de cinema independente, "Teatro de café", Vila Real, 2004; Lusolounge, M94, Lisboa, 2003; Lusolounge, rosalux, Berlim, 2002; Xmas & Art, Yaam Club, Berlim, 1998; Artessenz 2, Kalkscheune, Berlim, 1997; Jetlag, Reitoria da Universidade de Lisboa, 1996; Bienal da Maia, 1995 (em representação da SNBA); A Salvo da Luz, Galeria da Faculdade de Belas Artes, Lisboa, 1993; Encontros Uniarte, Fórum Picoas, 1989; Arte 89, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, 1989.




Colecções: 
Museu de Arte Contemporânea do Funchal;
Ministério da Juventude, Lisboa;
Câmara Municipal do Montijo;
Colecções privadas em Portugal e na Alemanha



27/03/2010




Encontro
Mariana Castro

8'42'', 16:9, som stereo 2.0


com: Denise Cunha Silva e Luís Rosa
voz: Luís Marques da Cruz
música: "Messe de Requiem, op.48", Gabriel Fauré
argumento: Sílvio Santana
realização: Mariana Castro

Da cristalização do instante - mas não apenas de um instante, antes de uma sucessão de instantes - vive o cinema, arte da memória e do fluxo temporal.
Da acumulação de memórias vive este Encontro, filme de cinema que não parece querer ser, mas que não pode deixar de o ser. Filme de memórias e da passagem do tempo, filme da memória imaginada (e não são todas as memórias imaginação?), filme da memória registada em polaroids misteriosas - formato hoje arcaico, ele próprio remetido para o arquivo, para as coisas que um dia as pessoas acharão curioso que tenham existido. Tal como a película, cujas manchas e riscos são aqui tão importantes como as pessoas e lugares, como o preto e o branco em que nos aparcem, como os sons esparsos que evocam o mistério que as imagens não revelam.
O encontro que aqui se produz não é apenas o desta mulher sonhada com este homem sonhador. É o encontro de formas de registo a seu tempo devidamente condenadas: a escrita, condenada por Sócrates por considerar que acabaria com a capacidade de memorizar dos homens - e porventura também por Cristo, que como sabemos, apenas escreveu na areia -, e a imagem, condenada na célebre proibição bíblica. E deste encontro entre a imagem e a escrita, parece resgatar-se precisamente a memória e as possibilidades criativas da memória. Deste encontro, e da possibilidade de libertação que a arte oferece ao seu narrador, da musa que lhe aparece finalmente, resgata-se uma ideia de cinema que tem ilustres antecessores (La Jetée de Chris Marker é o primeiro que nos vem, não à, mas da, memória), uma ideia de cinema que arrisca a suspensão do fluxo, para de forma mais poderosa o reencontrar, o reafirmar, na potência do seu movimento imparável. Imparável porque na realidade somos nós que o pomos em marcha, ao percorrer mentalmente o espaço que vai de um fragmento a outro, como este escritor que pela cidade deambula, preenchendo o que vai de uma polaroid a outra, de uma ilha a outra, de uma solidão que permanece, mesmo para lá dos encontros, na viagem de regresso a um lar que é já outro. (Texto de Luís Fonseca, 2010).

Short Bio da Artista:
Mariana Castro (1986). Natural de Santarém, reside e trabalha em Lisboa. Seleccionada para frequentar um breve curso de Realização na Faculty of Dramatic Arts (FDU, Beograd) – European Summer Film School, Belgrado, Sérvia, no verão de 2008, tendo como mentor o realizador Milcho Manchevski. Conclui o curso de Cinema, ramo de Realização, na Escola Superior de Teatro e Cinema em 2009. Frequenta actualmente o Mestrado em Filosofia, área de especialização Estética, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Assume-se como fotógrafa auto-didacta desde 2003, vindo o seu trabalho fotográfico a ser publicado em varias edições da publicação portuguesa “Revista 365” e nas revistas estrangeiras “After17magazine - Japan ” e “TheNewNude Magazine - UK”. Como realizadora fez várias curtas-metragens de ficção no âmbito académico, seleccionadas para diversos festivais, tendo o seu primeiro documentário "Imemória" (2009) ganho prémios nos festivais onde, até então, esteve presente. Encontra-se actualmente a desenvolver projectos na área do cinema documental e em fotografia.



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18/03/2010>26/03/2010




Höhle
David Rosado
Ciclo 'Diálogos do Contemporâneo' [02], projecto comissariado por Patrícia Barreira

Vernissage: 18/04/2010 18.30h
Finissage: 26/04/2010 22.00h
[de 19 a 25 de Março visitas por marcação]

"O espaço não é onde as coisas acontecem; as coisas é que fazem o espaço acontecer." 
Brian O’Doherty

"I realized that all values only exist in relationship to each other and that restriction to a single material is one-sided and small-minded. From this insight I formed Merz". 
Kurt Schwitters


Extensão totalizadora do universo do artista e obsessivo repositório de objectos, o Merzbau foi criado a partir de 1920 por Kurt Schwitters e tornou-se durante 13 anos, até ter sido destruído pelo regime nazi, uma cidade utópica com categorizações próprias de sentido histórico e cultural: Niebelungen Cave, The Goethe Cave, The Cathedral of Erothic Mysery … Para a sua primeira exposição individual na NOGO, David Rosado converte o espaço da exposição num armazém, recuperando o conceito de cave, promovido por Schwitters, como um espaço místico, carregado de ressonâncias psicológicas para o relacionar com a questão de mercado artístico. O artista transpõe para o espaço tridimensional os fragmentos visuais dos trabalhos em tela onde, a partir de uma dialéctica de significados dos vários elementos diferentes entre si, potencia a atribuição de outras leituras e outros entendimentos à obra de arte. O espaço da obra converte-se ao mesmo tempo em universo pictórico do artista e armazém de coleccionador que transforma as obras que vai adquirindo em objectos abandonados. Serão objectos seculares as obras de arte colocadas fora da sala de exposição ou do atelier do artista? Será o espaço onde se situa a obra determinante para a atribuição de carácter de obra de arte ao objecto? Quais as transfigurações de significado do objecto artístico quando existe no espaço de um museu, no atelier ou no armazém de um coleccionador, largado ao esquecimento? (Texto: Patrícia Barreira, 2010).



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Algo escuro tapa a mente de um burguês contemporâneo que o impede de ver o que está à vista de todos (artistas). Ele compra por comprar, como se fossem 150 gramas de fiambre que pedimos num talho e não hesita em comprar o mais caro só porque é "Fiambre Gourmet - Pá", e à vista de todos o negócio será mais bem visto. Sempre lhe disseram para comprar Óleo sobre tela, que na pirâmide da arte, é o mais valioso. Depois do frenesim e da mostra aos amigos, farta-se e esconde-a num escuro recanto de armazém. Então sim ao abandono da vista e ao abandono da alma, as tais e milagrosas peças por quais o burguês contemporâneo tanto se debateu em adquirir, passam a ser sombras de poeira que se acumula dia-após-dia. Será esse recanto a beleza pela qual os objectos foram criados? [Texto de David Rosado]


Short Bio do Artista:
David Rosado (1976). Natural de Évora, vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Conclui o curso de Artes Plásticas na Universidade de Évora em 2004, Pintura/Multimédia. Começa a expor os seus trabalhos em 1996, no Palácio D. Manuel em Évora. Das suas exposições individuais destacam-se: The Rebirth of Lazarus (Galeria Pedro Serrenho, Lisboa, 2009), High Speed (Carlos Carvalho Arte Contemporânea Zoom, Lisboa, 2008), De Profundis (galeria Sopro, Lisboa, 2007). Em relação às exposições colectivas podemos referir as realizadas no Palácio Galveias por ocasião do Prémio Ariane de Rothschild, com atribuição do 3º lugar (Lisboa, 2007), na galeria Voghera11, (Roland the Bucther Boy, Milão, Itália, 2009), (Porno Start, Milão, Itália, 2009), na galeria Pedro Torres (Red, Logroño, Espanha, 2008), “Museu do Esquecimento” Exposição na Sociedade Nacional de Belas Artes Lisboa, e a sua participação nas várias edições da Feira de Arte Contemporânea de Lisboa. Está representado em inúmeras colecções públicas e privadas com destaque para as seguintes: Colecção Banque Privée Ariane de Rothschild; Alcatel – Lucent, Portugal; Sousa Machado, Ferreira da Costa e Associados – Sociedade de Advogados, Lisboa. www.davidrosado.net/

09/03/2010




À Espera da Europa / Waiting for Europe (2006, Cor, 57'00'')
de Christine Reeh

*com a presença da realizadora
Após uma carreira bem sucedida nas salas de cinema, em festivais e nos ecrãs televisivos, "Waiting for Europe" é agora lançado em DVD para venda directa. Após a exibição do filme no project-room NOGO, no dia 9 de Março pelas 22h00, serão postas à venda as primeiras cópias em DVD, que incluem extras como o Showreel da Realizadora, ou o Trailer do filme.


“O filme de Christine é sobre esta espera, sobre sonhos que esbarram com a realidade.”
Alexandra Prado Coelho, PÚBLICO


“'À Espera da Europa' é, de alguma forma, uma analogia cinemática do 'À Espera de Godot' de Samuel Beckett, ao manter sempre expectativas de mudança que supostamente trariam o efeito desejado, referindo um diálogo de Vladimir e Estragão: Vamos. - Não podemos - Porque não? - Estamos à espera de Godot - Compreendo. A moral desta história como sugere Christine Reeh: não é suposto esperar a Europa mas criá-la.”
Thomas Bauer, Erasmus Euromedia Awards


Sinopse: Filmado em três países, Portugal, Espanha e Bulgária, o filme "Waiting For Europe/À Espera da Europa" conta-nos a história da jovem Vânia que partiu da Bulgária para viver em Portugal à procura da sua independência e de realizar o sonho de uma vida melhor. Entre medos e esperanças, tenta encontrar respostas para as grandes decisões da vida. Quando começa a viver em Espanha apercebe-se de repente do seu isolamento e de que se encontra num ciclo típico de dependência. Este filme é sobre emigração de uma perspectiva feminina. É sobre crescer e adiar a vida…enquanto se espera que um dia as utopias da Europa se realizem. Lançado em 2006, através de uma estratégia de exibição inovadora no nosso País,"Waiting for Europe/À Espera da Europa" foi mostrado em mais de 30 salas portuguesas, sempre com o apoio das Câmaras Municipais, que se envolveram na mostra deste filme, criando sessões de debate, muitas vezes com a presença da realizadora e outros especialistas, onde não só o filme, mas também as questões sociais nele exploradas, foram alvo de debates com a população.


Com uma presença muito forte em Festivais Nacionais e Internacionais, foi galardoado com vários prémios que incluem:
Melhor Documentário Internacional no New York International Independent Film & Video Festival
Grand Prize no Erasmus European Awards
Seal of Aproval atribuido pela European Society for Education and Communication
Merit Prize no Taiwan International Documentary Festival




06/03/2010



Planografia I, [de Coimbra a Nova Iorque]
Luis Nobre

Installation and new video screening :: Screening de novo vídeo e instalação:: Cicle O.N.E. [one-night events] 03


Instalação com duas projecções vídeo de dois percursos: um entre a Capela e a piscina da Quinta das Lágrimas (Coimbra), durante um atelier temporário; outro em Nova Iorque, no qual a distância percorrida acontece na superfície do piso da Ponte de Williamsburg que liga Brooklyn a Manhattan.


Short Bio
Licenciado na E.S.A.D das Caldas da Rainha em 2001 e residência no International Residence Program, Location 1 em Nova Iorque em 2005. Das últimas exposições individuais destacam-se 'Escalas, Perspectivas e Superfícies' na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, 'Três Passos Para a Frente' no Zoom da Galeria Carlos Carvalho, ambas em 2009. Também nesse ano integrou o grupo COLLEC.tiff na Crew Hassan, Lisboa. Em 2008 participou entre outras, nas colectivas 'Finisterra', Allgarve-Centro Cultural de S.Lourenço e 'Ponto de Vista', Fundação PMLJ.


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10/03/2010




Território e cidades 
Ricardo Stubner Lucas e Inês Lopes Moreira 
Apresentação de Trabalho de investigação


Tema: As grandes áreas metropolitanas e as cidades médias no equilíbrio dos sistemas urbanos no contexto europeu. Os ensaios sobre Évora (Pt) e Viena (Au) / Bratislava (Sk)

Nas cidades médias as áreas de pequena indústria têm uma forte expressão no desenvolvimento e no suporte económico, ocupando por vezes grandes áreas do território urbano. No caso de Évora identifica-se actualmente um tecido industrial que reflecte problemas decorrentes das alterações de lógicas de crescimento e mudança de paradigmas da produção e mobilidade associada. Após análise detalhada da evolução dos tecidos industriais de Évora, identificam-se os tecidos urbanos que, por diversas causas, poderão despoletar oportunidades de regeneração urbana tornando-se em desafios para as políticas urbanas e os actores envolvidos. [Ricardo Stubner Lucas*]


Vibra Sequencer - O desenvolvimento do Leste Europeu, depois da queda da Cortina de Ferro e da abertura das fronteiras da Comunidade Europeia, criou um novo conjunto de desafios em variados campos e colocou questões pertinentes acerca do crescimento das cidades existentes. A emergência de uma região metropolitana que une Viena e Bratislava, as duas capitais Europeias mais próximas, estruturou e deu origem a um conjunto de estratégias de actuação que originaram uma reflexão acerca da cidade enquanto organismo complexo e a postura do arquitecto/urbanista enquanto criador de condições para os fenómenos urbanos emergentes. [Inês Lopes Moreira**]




* Ricardo Stubner Lucas (Évora 1976)
Licenciou-se no ano 2000 em arquitectura e obteve o grau de mestre em "Regeneração urbana e ambiental" em 2009, ambos pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Colaborou com o gabinete de arquitectura "Promontório Arquitectos" em 2000 e com o gabinete "Atelier Cidade Aberta" de 2000 a 2005. Desde 2005 tem desenvolvido parcerias com o arquitecto Tiago Sá Sobral e, paralelamente, exerce em ateliê próprio com o arquitecto João Afonso Modas. É doutorando em Urbanismo na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa com o tema "Regeneração urbana de áreas de pequena e média indústria no contexto das cidades médias" tendo como orientador o Professor Doutor João Pedro Teixeira de Abreu Costa da FAUTL.


** Inês Lopes Moreira (Lisboa 1978)
Licenciou-se no ano 2002 em arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa e obteve o grau de MsC em Estratégias Urbanas em 2007, na Universität für angewandte Kunst Wien, Áustria, sob a orientação do Prof. Wolf D. Prix. Entre 2001 e 2008, colaborou com diversos gabinetes de arquitectura na Holanda e na Áustria. Em 2009 estabeleceu-se em Lisboa, desenvolvendo parcerias em projectos nos campos da arquitectura, urbanismo e cruzamentos transdisciplinares. É doutoranda em Urbanismo na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa com o tema "O impacte do aumento da conectividade na morfologia do território metropolitano de Lisboa".




(En):
The large metropolitan areas and the medium-sized cities in the equilibrium of the urban systems in the European contex. Case studies Evora (Pt) and Vienna(Au) / Bratislava(Sk)


In medium-sized cities, small industry areas have a strong expression in the development and economic support, sometimes occupying wide areas of the urban territory. In Évora’s case an industrial base is identified showing some problems generated by the changes of the growth concepts and of the production and mobility paradigm. In this presentation, after a detailed analyse on the evolution of Évora’s industrial areas, the urban bases that, for several reasons, may create urban regeneration opportunities and may become a challenge to the urban policies and the stakeholders involved, are identified. [Ricardo Stubner Lucas*]


Vibra Sequencer - The Eastern Europe development, after the fall of the Iron Curtain and the opening of the European Community borders, created new challenges in various fields, and placed pertinent questions about the growth of the existing cities. The emergence of a metropolitan region which unifies the cities of Vienna and Bratislava, the closest capitals of Europe, structured and originated a set of urban strategies and allowed a reflection about the city as a complex system and the role of the architect/urbanist as designer of conditions for emerging urban phenomena.


* Ricardo Stubner Lucas (Évora 1976)
Dipl-Architect in 2000 and Master in "Urban and Environmental Regeneration" in 2009, both by the Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Has worked with Promontório Arquitectos in 2000 and with Atelier Cidade Aberta from 2000 up to 2005. Since 2005 has developed partnerships with architect Tiago Sá Sobral and, simultaneously, in his own practice with architect João Afonso Modas. Ph.D student in Urbanism by the Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa in "Urban regeneration of small and medium industry areas in the context of medium-sized cities", guided by João Pedro Teixeira de Abreu Costa (Ph.D), teacher at FAUTL.


** Inês Lopes Moreira (Lisboa 1978)
Dipl-Architect from Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa in 2002, and MsC in Urban Strategies from Universität für angewandte Kunst Wien, Austria, under the orientation of Prof. Wolf D. Prix, in 2007. Between 2001 and 2008, has collaborated in several architecture studios in The Netherlands and Austria. In 2009 moved to Lisbon, where she has been developing projects and cooperations in the fields of architecture, urbanism and transdisciplinary crossings. Currently is a PhD student in Urbanism at the Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa with the study topic " The impact of the increase of connectivity in the morphology of Lisbon’s metropolitan territory".


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